Tem-se afirmado que o Brasil pegou a doença
holandesa, ou seja, o efeito de descobertas ou aumento
de preços de recursos naturais, que valorizam a taxa
de câmbio e por isso acarretam desindustrialização. A
ideia foi inspirada no surgimento de gás da Holanda.
Pesquisas acadêmicas comprovaram que ocorre a
valorização cambial, mas não ficou claro se tal doença
causa desindustrialização ou redução do crescimento
econômico. Na Holanda, o boom da exportação de
gás valorizou a taxa de câmbio. Ao mesmo tempo, a
indústria têxtil e de vestuário praticamente desapareceu
e a produção de veículos e navios diminuiu. Foi daí que
veio a tese da doença holandesa.
No Brasil diz-se que a valorização cambial decorrente
da expansão das exportações de commodities
evidenciaria a tese da doença holandesa. Nada disso
tem comprovação.
(Adaptado de Veja, 30 de maio de 2012)
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